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Em Guarapuava agentes da Pascom e profissionais da comunicação celebram o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais com Santa Missa

A Diocese de Guarapuava celebrou o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais com uma Santa Missa presidida pelo bispo diocesano, Dom Amilton Manoel da Silva, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Guarapuava, durante as festividades da padroeira. A celebração, na noite desta quarta-feira, 13 de maio, reuniu agentes da Pastoral da Comunicação (Pascom), comunicadores, jornalistas, radialistas e profissionais de diferentes meios de comunicação da cidade.

Durante a homilia, Dom Amilton refletiu sobre a mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2026, cujo tema é “Preservar rostos e vozes”. O bispo recordou a trajetória histórica da data, criada há 60 anos pela Igreja, e destacou como a comunicação evoluiu ao longo das décadas. “Desde o ano de 1966 estamos celebrando o Dia Mundial das Comunicações Sociais. No ano seguinte, em 1967, o Papa São Paulo VI lançou a primeira mensagem para o mundo. Naquela época falava-se da TV, do rádio e do cinema. Quanta evolução nós tivemos. Hoje já falamos até de continente digital”, afirmou Dom Amilton.

O bispo destacou que a mensagem do Papa Leão XIV não condena a tecnologia, mas chama atenção para a forma como o ser humano se relaciona com ela. “O problema não é tecnologia, mas antropologia. É como o ser humano está se colocando dentro da máquina, dentro das redes sociais, dentro deste continente digital”, afirmou.

Dom Amilton também alertou para os riscos da desumanização da comunicação nas redes sociais, especialmente em tempos de polarização e agressividade. “Muitas vezes o que nos separa é uma tela, mas do outro lado nós temos pessoas, temos vozes, temos rostos, temos vidas, histórias, buscas e anseios”, disse. Em outro momento, lamentou o clima de intolerância presente em muitos ambientes digitais. “Hoje vemos tanta gente ‘vomitando’ aquilo que não deveria nas redes sociais, dividindo pessoas, famílias, até dentro da Igreja e da sociedade. A pessoa não lê, não aprofunda e já dá o seu parecer de forma nociva e agressiva”, refletiu.

Ao abordar o tema da inteligência artificial, Dom Amilton reconheceu os benefícios das novas tecnologias, mas reforçou a necessidade de preservar a dignidade humana. “A inteligência artificial é um benefício, já estamos dentro dela, mas há muitos riscos. O maior deles é dar à máquina uma importância tal, desprezando o ser humano que está do nosso lado”, afirmou.

Inspirado também em São Francisco de Assis, cuja Igreja celebra os 800 anos de sua páscoa, o bispo recordou que a evangelização ultrapassa as palavras e precisa ser testemunhada pela vida. “São Francisco dizia: ‘Evangelizemos e, se necessário for, usemos palavras’. Cada voz e cada rosto são únicos. É uma identidade pessoal que precisa ser preservada diante de toda evolução e progresso da humanidade”, destacou.

A mensagem do Papa Leão XIV para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais convida os comunicadores a refletirem sobre o uso ético das tecnologias e da inteligência artificial, insistindo na necessidade de preservar a humanidade da comunicação. O Santo Padre alerta para o risco de relações superficiais, manipulações e polarizações no ambiente digital, incentivando os comunicadores a promoverem uma comunicação baseada na verdade, no encontro, na escuta e na dignidade da pessoa humana.

Ao final da celebração, Dom Amilton chamou os agentes da Pascom e os profissionais da comunicação presentes para receberem uma bênção especial diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima. Durante o momento, o bispo rezou pelos comunicadores e destacou a missão evangelizadora exercida através dos meios de comunicação. “Que todos os comunicadores e comunicadoras se sintam responsáveis a cada dia como missionários digitais, missionários diante dos microfones, missionários para anunciar Jesus Cristo e o Seu Reino”, afirmou o bispo durante a bênção.

Em entrevista após a celebração, Dom Amilton ressaltou a alegria de reunir profissionais de diversas áreas da comunicação em um momento de fé e reflexão. “Tivemos pasconeiros, radialistas, jornalistas, comunicadores e comunicadoras de várias áreas, para lembrar que a comunicação é Jesus Cristo. A comunicação do Pai, que é o amor, a verdade e a alegria de viver”, disse.

O bispo também destacou o papel de Nossa Senhora como exemplo de comunicadora do Evangelho. “Nossa Senhora é uma comunicação do Evangelho. Ela repete as palavras do Filho e nos desperta quando nos acomodamos”, afirmou.

Encerrando sua mensagem, Dom Amilton reforçou o chamado deixado pelo Papa Leão XIV para que os comunicadores sejam promotores da dignidade humana e da fraternidade. “Pedimos a proteção de Nossa Senhora de Fátima para todos os comunicadores e comunicadoras, para que possam preservar rostos e vozes, construindo o Reino de Deus nessa terra e promovendo a dignidade e a vida humana”, concluiu.

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