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Nova Igreja Bom Jesus começa a ser construída para acolher crescimento da comunidade no Jardim Pérola do Oeste

Imagem: projeto da fachada da nova igreja

A Paróquia Bom Jesus, no Jardim Pérola do Oeste, em Guarapuava, deu início na semana passada à construção da nova igreja. A obra representa um importante passo na caminhada da comunidade católica da região, que há anos vivia a necessidade de um espaço maior para acolher os fiéis que participam das celebrações religiosas.

A nova estrutura será construída no mesmo endereço da atual igreja, na Rua das Violetas, 93, e terá capacidade para aproximadamente 700 pessoas, mais que o dobro da capacidade atual. O projeto prevê ainda estacionamento no subsolo, atendendo às exigências legais relacionadas ao número de vagas, além de acessibilidade completa e um sistema construtivo moderno, pensado para agilizar a execução da obra.

O crescimento populacional da região fez com que o espaço da atual igreja já não atendesse mais a demanda da comunidade. Em missas dominicais e celebrações especiais, muitos fiéis precisavam acompanhar as celebrações acomodados em cadeiras do lado externo do templo ou até mesmo no salão paroquial, onde era instalado um telão para permitir a participação dos presentes.

Haverá estacionamento no subsolo da nova Igreja

Foram cerca de dois anos de planejamento e diálogo com a comunidade até a definição do projeto atual. Inicialmente, a proposta estudada era a ampliação da estrutura existente. Porém, após avaliações técnicas realizadas por engenheiros e construtores, optou-se pela construção de um novo templo. De acordo com os estudos apresentados, uma ampliação poderia ter custos semelhantes — ou até superiores — aos de uma nova edificação, além de não resolver plenamente a necessidade de aumento da capacidade de acolhida. Outro fator considerado foi o surgimento de problemas estruturais na atual construção, constatados durante o início das intervenções na antiga edificação, o que poderia comprometer a execução de todo o projeto de reforma.

A expectativa da comunidade é que, já no mês de novembro, a Festa do Padroeiro possa ser realizada no novo templo, ainda que sem todos os acabamentos concluídos.

A paróquia destaca ainda que diversos elementos da atual igreja serão preservados e reaproveitados na nova construção, entre eles os bancos, vitrais, imagens e objetos litúrgicos, mantendo a memória e a identidade religiosa da comunidade construída ao longo de décadas.

Durante o período das obras, todas as celebrações religiosas e atividades pastorais acontecerão no salão social da própria paróquia, garantindo a continuidade da vida comunitária.

História da comunidade

A história da comunidade Bom Jesus em Guarapuava atravessa mais de um século. Dados históricos apontam que, por volta de 1920, foi construída a primeira Capela Bom Jesus nas proximidades do Guarapuava Esporte Clube, na região da Rua Brigadeiro Rocha com a Rua Frei Caneca. Anos mais tarde, o então pároco da Catedral Nossa Senhora de Belém, padre Estanislau Cebula, construiu no terreno da antiga comunidade uma escola, que posteriormente recebeu seu nome.

Com a criação do Núcleo Habitacional Pérola do Oeste, o primeiro conjunto habitacional de Guarapuava, e o rápido crescimento populacional da região, iniciou-se na década de 1970 a construção da nova capela no atual endereço, no Jardim Pérola do Oeste.

A comunidade permaneceu vinculada à Catedral Nossa Senhora de Belém até o dia 6 de junho de 2008, quando foi elevada à condição de paróquia por Dom Antônio Wagner da Silva. Já em fevereiro de 2019, a paróquia passou a ser administrada pelos Freis Menores Missionários. Atualmente, o administrador paroquial é Frei Ernani Tiago Alves.

Devoção ao Bom Jesus em Guarapuava remonta ao século XIX

A devoção ao Bom Jesus em Guarapuava é ainda mais antiga. Segundo o historiador Vanderlei Edling, presidente do Instituto Histórico de Guarapuava, por volta de 1877 já existia na cidade uma devoção dedicada ao Senhor Bom Jesus.

Na época, foi construída uma pequena ermida — espécie de capela simples destinada à oração e devoção — em uma região conhecida como Capão da Inês, nas proximidades da atual Casa da Cultura, próximo à Avenida Manoel Ribas.

Ainda conforme Vanderlei Edling, por volta de 1890 teve início o movimento para a construção da Capela Bom Jesus na esquina das ruas Brigadeiro Rocha e Frei Caneca, consolidando uma devoção que atravessa gerações e segue viva até os dias atuais na comunidade católica guarapuavana.

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