
Há exatos seis anos, no dia 6 de maio de 2020, a Diocese de Guarapuava recebia um anúncio que marcaria sua história recente. Após o pedido de renúncia de Dom Antônio Wagner da Silva, apresentado ao completar 75 anos, conforme orienta a tradição da Igreja, era comunicado ao povo de Deus o nome do novo pastor que conduziria a diocese em um momento particularmente delicado da humanidade.
Tratava-se de Dom Amilton Manoel da Silva, que à época exercia o ministério como bispo auxiliar da Arquidiocese de Curitiba. Sua nomeação trazia consigo não apenas a continuidade da missão episcopal, mas também o desafio de assumir uma das maiores dioceses do Sul do Brasil, tanto em extensão territorial quanto em diversidade pastoral.

Em entrevista concedida à TV Evangelizar logo após o anúncio, Dom Amilton expressou, com simplicidade e profundidade, o espírito com o qual acolhia a missão: “É com muita humildade que eu a acolho. Deus está me confiando uma missão com mais responsabilidade, bem desafiante. Estar à frente de uma diocese não é fácil. Ainda mais porque, em extensão geográfica, é a maior aqui do estado do Paraná e uma das maiores do Sul. Então, já por isso ela é desafiante. E nós sabemos tantas outras realidades também. Mas, reconhecendo minhas limitações, eu sei que eu terei que ser ainda mais um homem de oração, de confiança em Deus e, como a obra é dele, tenho certeza que Ele estará à frente como o bom pastor a me iluminar.”
A nomeação ocorreu em meio à pandemia da COVID-19, circunstância que exigiu adaptações inéditas na vida eclesial. A própria posse canônica, momento tão aguardado pelos fiéis, precisou ser adiada e realizada posteriormente, no dia 18 de julho de 2020, com restrições sanitárias e participação limitada do povo, refletindo o cuidado com a vida e a responsabilidade diante daquele tempo de incertezas.
Seis anos depois, a memória daquela nomeação ganha um significado ainda mais profundo. Recordar esse momento é reconhecer a presença de Deus que conduz sua Igreja através da história, suscitando pastores segundo o seu coração, capazes de guiar o rebanho mesmo em meio às tempestades. Em Dom Amilton, a Diocese de Guarapuava acolheu não apenas um administrador, mas um homem de fé, chamado a caminhar com o povo, sustentado pela oração e pela confiança naquele que nunca abandona sua Igreja.
Por: Jorge Teles




