
Teve início nesta terça-feira, 19 de maio, em Brasília (DF), na Casa Dom Luciano, o Encontro de Ecônomos promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Com o tema “Gestão Eclesial em tempos de mudanças: desafios econômicos, pastorais e éticos”, o evento reúne ecônomos, bispos, padres, religiosos e leigos de diversas dioceses do país para momentos de formação, reflexão e partilha sobre a administração dos bens da Igreja.
A Diocese de Guarapuava participa do encontro com a presença do ecônomo e administrador diocesano, Fábio Bail, e do advogado Artur Bittencourt Júnior, da Bittencourt & Urbano Advogados Associados, escritório que presta assessoria jurídica à Mitra Diocesana de Guarapuava. O encontro segue até quinta-feira, dia 21 de maio, debatendo temas ligados à economia, patrimônio, legislação, auditoria, compliance, transparência e sustentabilidade da missão evangelizadora da Igreja.
Segundo Fábio Bail, a programação contempla diversos assuntos ligados ao cotidiano administrativo das dioceses e paróquias. “São assuntos relacionados à economia, jurídico, patrimônio, sindicato. Então assuntos bem diversos do interesse geral”, destacou.

A abertura do encontro contou com a presença do primeiro vice-presidente da CNBB, dom João Justino de Medeiros Silva, e do padre Felipe Lima, ecônomo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Já a primeira conferência foi conduzida pelo Núncio Apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro, que refletiu sobre os desafios da gestão eclesial diante da secularização e das mudanças culturais vividas pela sociedade contemporânea.
Durante sua fala, dom João Justino ressaltou que a função do ecônomo ultrapassa o aspecto meramente técnico, sendo um verdadeiro serviço pastoral em favor da missão da Igreja. “Não se trata apenas de uma função técnica ou administrativa, mas de um verdadeiro serviço pastoral realizado com profundo senso de responsabilidade eclesial”, afirmou.
O arcebispo também destacou a importância da transparência, da corresponsabilidade e da prestação de contas na administração dos bens eclesiais, fortalecendo a confiança e a credibilidade da Igreja perante a sociedade.

Na sequência, padre Felipe Lima abordou os desafios atuais enfrentados pelas dioceses, especialmente diante da reforma tributária em curso no Brasil e da necessidade de fortalecimento de práticas de governança, compliance, auditoria e gestão de riscos. “A transparência não enfraquece a Igreja; ao contrário, fortalece sua credibilidade”, destacou.
Já o Núncio Apostólico, dom Giambattista Diquattro, enfatizou que a administração dos bens da Igreja deve acontecer de forma colegial, com participação efetiva do bispo, ecônomo e conselhos econômicos. Segundo ele, o ecônomo diocesano é chamado a ser um “construtor de comunhão”, unindo competência técnica, sensibilidade pastoral e espírito de serviço.
Entre os temas debatidos ao longo do encontro estão os impactos da reforma tributária nas instituições religiosas, auditoria, prestação de contas, compliance, gestão patrimonial e os desafios legais e pastorais da administração eclesial. A iniciativa busca fortalecer uma cultura de responsabilidade, ética e transparência na gestão dos bens da Igreja, sempre em sintonia com a missão evangelizadora.
Jorge Teles com CNBB





