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Bispos do Paraná destacam importância da Assembleia da CNBB e construção das novas diretrizes da Igreja no Brasil

A participação dos bispos do Regional Sul 2 na 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP), tem sido marcada por reflexões profundas sobre a missão da Igreja e pela construção das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora. O encontro, que segue até o dia 24 de abril, reúne lideranças episcopais de todo o país em um momento de comunhão, escuta e discernimento.

Para o bispo de Umuarama (PR), Dom João Mamede Filho, a assembleia é sempre uma experiência única, tanto pelo reencontro entre os bispos quanto pela riqueza das discussões. Ele recorda que, após a ausência do encontro no ano anterior, o momento ganha ainda mais significado. “Primeiro, o gosto de rever os irmãos bispos, ainda com saúde, topando a luta. Depois, cada assembleia é única, não existe algo já previsto, é sempre uma novidade. Isso faz muito bem à minha saúde espiritual”, afirmou.

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Dom João também destacou o principal tema em pauta nesta edição: a elaboração das novas diretrizes evangelizadoras da Igreja no Brasil. Segundo ele, o contexto atual exige constante atualização na forma de anunciar o Evangelho. “O mundo muda, as situações são novas. Então, a gente precisa se perguntar: com que chance a Palavra de Deus tem hoje de atingir o coração das pessoas?”, refletiu. Para o bispo, a essência da missão permanece a mesma, centrada na comunhão e na vida comunitária, mas precisa dialogar com os desafios do tempo presente.

Na mesma linha, o bispo de Foz do Iguaçu (PR), Dom Sérgio de Deus Borges, ressaltou o papel das diretrizes como referência para a ação pastoral em todo o país. “As diretrizes trazem as balizas para a ação evangelizadora, orientando dioceses, paróquias e planos de pastoral”, explicou.

Dom Sérgio destacou ainda a forte ligação entre o processo sinodal vivido pela Igreja e a construção das novas diretrizes. “O texto segue as linhas do Sínodo. As orientações e propostas estão sendo assumidas e, depois, serão acolhidas nas comunidades. É um caminho que começa na base, passa pela Igreja universal e retorna às comunidades com mais força”, afirmou.

Segundo ele, o ambiente da assembleia tem sido de unidade e sintonia entre os bispos. “Percebe-se uma Igreja em comunhão, em sintonia com o Santo Padre e com as propostas da Igreja universal. Esse trabalho vai orientar a vida pastoral dos próximos anos”, completou.

A expectativa é de que, ao final da assembleia, sejam aprovadas as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, que servirão como referência para a missão da Igreja no Brasil nos próximos anos, fortalecendo a comunhão e renovando o ardor missionário nas dioceses e comunidades.

Jorge Teles com Karina de Carvalho Nadal – Comunicação CNBB Sul 2

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