Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Dom Amilton celebra na Catedral Nossa Senhora de Belém no primeiro dia do ano

Na manhã desta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, o bispo diocesano Dom Amilton Manoel da Silva presidiu a Santa Missa na Catedral Nossa Senhora de Belém, marcando oficialmente a abertura do Ano Jubilar pelos 60 anos da Diocese de Guarapuava nas paróquias.

No início da celebração, Dom Amilton recordou a trajetória histórica da diocese, criada pelo Papa São Paulo VI e instalada oficialmente em 26 de junho de 1966. “Há 60 anos atrás, foi no dia 26 de junho de 1966 que o Papa São Paulo VI, por meio da Bula Christi Vices, instalou uma nova diocese, desmembrada das dioceses de Ponta Grossa, Campo Mourão e Toledo. Embora o documento de criação seja de dezembro de 1965, a instalação se concretizou em junho de 1966”, explicou o bispo, lembrando ainda a ordenação episcopal de Dom Federico Helmel, primeiro bispo da Diocese.

Dom Amilton destacou que a abertura do Ano Jubilar será celebrado em todas as paróquias, algumas já neste dia 1º e outras no próximo domingo. “Nesta celebração, abrimos hoje, em todas as paróquias, o Ano Jubilar, que tem como tema missão, testemunho e gratidão nos 60 anos da instalação da Diocese”, afirmou.

O bispo também apresentou o lema bíblico que ilumina este tempo especial: “Eles se alegraram ao verem a estrela” (Mt 2,10). Segundo ele, a passagem faz referência aos Magos, mas aponta para um sentido mais profundo da fé cristã. “A nossa alegria é ver a estrela, deixar-se iluminar por ela, que é Jesus Cristo. E Jesus, que iluminou por primeiro a sua mãe, Maria, também se torna estrela, nos ajudando para que não nos percamos no seguimento do seu Filho”, disse.

Em sua homilia, Dom Amilton convidou os fiéis a iniciarem o novo ano confiando no projeto de amor que Deus tem para cada pessoa. “Estamos hoje no dia 1º do ano, para mim e para você. Na história de cada um, Deus tem um projeto de amor, mas a cruz vai pesar em alguns momentos. Grandes e pequenos desafios vão surgir, não tem como fugir”, refletiu.

Ele destacou ainda Maria como modelo de escuta e acolhida da vontade divina. “Como Maria, aprendamos como rezar. Com Maria, aprendamos o melhor jeito de rezar para acolher a vontade de Deus”, exortou.

Dia Mundial da Paz: um chamado à conversão dos corações

Celebrado também como Dia Mundial da Paz, o 1º de janeiro trouxe forte apelo à reconciliação. Dom Amilton recordou que “Jesus é o Príncipe e Senhor da Paz”, anunciado pelo profeta Isaías, e que Maria é chamada Rainha da Paz porque foi a primeira a ser inundada pela paz do Filho.

O bispo citou o magistério recente da Igreja e a mensagem do Papa Papa Leão XIV, reforçando que a paz começa no coração humano. “É preciso que nós sejamos fortes, porque muitas vezes construímos muros por qualquer coisa que poderia ser resolvida na oração, na escuta e no diálogo. Guardamos ódio no coração, às vezes vingança, e o mundo fica doente, complicado, porque falta uma atitude mais profunda, que parte de Deus e da fé”, afirmou. Dom Amilton ressaltou que não bastam apenas projetos humanos para alcançar a paz. “Não adianta projetos da ONU, projetos só da Terra, se não colocarmos o alicerce maior, que é Jesus Cristo”, destacou.

Ao concluir, o bispo convidou todos a assumirem um compromisso concreto com a paz e com a solidariedade. “Vamos, com as bênçãos de Deus e a proteção da Mãe de Deus, investir na paz dos corações, das famílias, das cidades, do Brasil e do mundo. Mas também investir mais em serviço, amor e gratuidade a Deus, para um serviço solidário aos que mais necessitam. Assim transformaremos o mundo”, concluiu.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *