Escola para Acompanhadores Vocacionais do Regional Sul 2 forma sua primeira turma

Conclusão do biênio 2025–2026 foi marcada por formação, celebrações e testemunhos; inscrições para a próxima turma começam em 16 de novembro.

A Escola para Acompanhadores Vocacionais do Regional Sul 2 da CNBB concluiu sua primeira turma neste final de semana, em Guarapuava. O sexto e último módulo da formação referente ao biênio 2025–2026 teve início na noite de sexta-feira, dia 16, com atividades conduzidas pelo professor Adalto Luiz Chitolina.

Ao longo de dois anos a escola preparou pessoas para a escuta e o acompanhamento daqueles que buscam discernir sua vocação e seu serviço na Igreja. A formação também proporcionou aos participantes a oportunidade de aprofundar a própria caminhada vocacional e partilhar experiências de diferentes dioceses.

Para a diretora da escola, Angela Maria Freire, da Diocese de Umuarama, a conclusão da primeira turma foi motivo de alegria e gratidão. “Os objetivos foram alcançados, graças a Deus. E acredito que sairemos daqui mais preparados para trabalhar com os nossos jovens, nas nossas realidades paroquiais, diocesanas”, afirmou.

Formação que também transforma quem acompanha

Entre os participantes, o padre Pedro Mocelin, da Arquidiocese de Curitiba, viveu etapas importantes de sua vocação durante o período da escola. “No primeiro módulo eu cheguei aqui como seminarista, no segundo como diácono, e no terceiro como padre”, contou.

Segundo ele, as mudanças ultrapassaram essas etapas e alcançaram sua experiência pessoal de fé. O sacerdote destacou que os alunos também foram acompanhados durante a formação, com atenção à oração, aos estudos e ao crescimento humano. “Somos padres, irmãos, irmãs, leigos, mas somos principalmente filhos amados por Deus”, ressaltou.

O padre Thiago Manoel Gomes, da Diocese de Foz do Iguaçu, também iniciou a formação como diácono, quando começava sua missão como formador no seminário. Ao concluir a escola, já ordenado sacerdote e exercendo a função de reitor, avaliou que o percurso lhe proporcionou mais segurança para acompanhar os vocacionados. Ele destacou ainda a troca de experiências com participantes de outras dioceses.

Escutar os jovens e compreender suas histórias

Para Joscelene Ferreira, da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão, a formação contribuiu para o amadurecimento espiritual e para o serviço junto aos adolescentes e jovens. Um dos principais aprendizados, segundo ela, foi reconhecer a necessidade de ouvir antes de orientar. “Nosso jovem precisa muito ser ouvido”, afirmou. Ao avaliar o percurso, acrescentou: “Eu me sinto mais preparada para ouvi-los e, assim, ajudá-los a discernir de verdade a vocação deles”.

Everson Lindolfo, da Diocese de Umuarama, também ressaltou a preparação para acolher jovens que procuram orientação. Segundo ele, os conhecimentos e direcionamentos recebidos ajudarão os acompanhadores a caminhar com os vocacionados, considerando suas experiências de vida e sua história pessoal.

Celebrações marcaram o encerramento

No sábado, dia 17, as atividades formativas ocuparam os períodos da manhã e da tarde. Às 19h, os participantes estiveram na Catedral Nossa Senhora de Belém para a Santa Missa, presidida por Dom Sérgio de Deus Borges e concelebrada pelos sacerdotes presentes. Após a celebração, aconteceu o jantar de formatura.

No domingo, a programação começou às 7h30, com a Santa Missa presidida pelo bispo de Guarapuava, Dom Amilton Manoel da Silva. Depois do café da manhã, foram realizadas as últimas exposições do módulo.

Nova turma em 2027 e 2028

A próxima edição da Escola para Acompanhadores Vocacionais será realizada no biênio 2027–2028, com seis módulos, sendo três a cada ano. Conforme o padre Roberto César de Oliveira, da comissão coordenadora do Serviço de Animação Vocacional (SAV) do Regional Sul 2, as inscrições estarão abertas a partir de 16 de novembro.

A formação é destinada a presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas, integrantes de novas comunidades, leigos e leigas que atuam na animação vocacional, na catequese e em outras formas de acompanhamento dos jovens.

O padre Marcelo Ribeiro, assessor da comissão coordenadora regional do SAV, destacou que a proposta prepara animadores e animadoras para acompanhar todas as vocações. Ao avaliar o envolvimento da primeira turma, resumiu: “Quem começou, terminou”.

Os interessados na próxima edição são convidados a procurar suas dioceses e seus bispos para conhecer a proposta e receber orientações sobre a participação.

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