Congresso Americano Missionário será realizado em Curitiba, em 2029, e Igreja no Paraná deverá viver um triênio de preparação.

Na tarde desta quinta-feira, 24 de setembro, o episcopado paranaense deu prosseguimento aos trabalhos da Assembleia Regional, realizada na Casa de Líderes Nossa Senhora de Guadalupe, em Guarapuava (PR). Entre os assuntos em pauta, estiveram questões relacionadas à missão e aos encaminhamentos para os próximos anos.
Um dos principais temas foi a preparação para o 7º Congresso Americano Missionário (CAM7), que será sediado pela arquidiocese de Curitiba, em 2029. Os bispos refletiram sobre a proposta de um triênio de preparação em âmbito regional, com o objetivo de mobilizar as dioceses e diferentes organismos da Igreja no Paraná em torno da ação missionária da Igreja.
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A iniciativa pretende promover um processo de sensibilização e preparação de toda a Igreja do Paraná, para que o CAM7 não seja apenas um evento sediado no Estado, mas uma experiência missionária vivenciada por todas as comunidades e pelo povo de Deus. A expectativa é que, ao longo dos três anos que antecederão o CAM7, sejam desenvolvidas ações que contribuam para um maior envolvimento do povo de Deus no processo de preparação e, especialmente, na realização do Congresso, em 2029.
Celebração da Eucaristia encerra o dia
Ao final dos trabalhos, os bispos encerraram as atividades do dia com a celebração da Eucaristia. A missa foi presidida pelo bispo de Umuarama, dom João Mamede Filho, ladeado pelo bispo de Campo Mourão, dom Evandro Luís Braun; e pelo bispo de Cornélio Procópio, dom Marcos José dos Santos.

Dom João refletiu sobre a origem e o sentido do compromisso missionário da Igreja. A partir da frase “o belo não se contém, o belo tende a se expandir”, o bispo destacou que a missão nasce do encontro com a beleza de Cristo e não de estratégias de convencimento.
Dom João Mamede também fez referência ao Evangelho da liturgia, que apresentava Herodes desejando ver Jesus. Segundo o bispo, esse desejo de encontrar Cristo pode ser compreendido como uma expressão presente, ainda que muitas vezes não reconhecida, no coração de todas as pessoas. “No Evangelho tinha Herodes dizendo que queria ver Jesus. Todos os homens são, no mínimo, iguais a Herodes. Não sabem, mas, no fundo, estão querendo ver Jesus”, afirmou.
Para o bispo, esse desejo de encontro com Cristo deve ser compreendido como um dos principais motores da ação missionária da Igreja. “Esse é o maior motor, o start de toda a nossa preocupação missionária”, afirmou.
Jorge Teles com Karina de Carvalho Nadal





