Alessandra Wantroba Horst é a vencedora do concurso do hino dos 30 anos da IAM da Diocese de Guarapuava

A Diocese de Guarapuava já conhece a composição que marcará os 30 anos da Infância e Adolescência Missionária (IAM). A vencedora do concurso para a escolha da letra e música do hino comemorativo foi Alessandra Wantroba Horst, da Paróquia São João Bosco, de Guarapuava.

Ligada à música desde a infância, Alessandra começou a cantar na Igreja aos quatro anos de idade. Atualmente coordena a Pastoral do Canto na matriz da Paróquia São João Bosco e também desenvolve um trabalho com coral infantil, iniciado em 2008.

Ao compor o hino, Alessandra conta que procurou criar uma melodia simples, alegre e de fácil assimilação pelas crianças e adolescentes. A preocupação também esteve presente na escolha das palavras, para que a própria música pudesse transmitir a identidade e a missão da IAM. “A primeira coisa que pensei foi em uma melodia muito simples e animada e, ao introduzir a letra, também usar palavras simples, de fácil pronúncia, para que quem for cantar consiga realmente expressar o que é a Infância Missionária através desse hino”, explicou.

A compositora conta que inicialmente pretendia produzir uma música mais curta, mas os elementos previstos no edital exigiram uma composição mais abrangente. O resultado, segundo ela, busca apresentar a IAM também àqueles que ainda não conhecem a Obra e, principalmente, recordar às crianças e adolescentes o lugar que ocupam na vida da Igreja. “Espero que aqueles que ainda não conhecem a Infância Missionária possam conhecê-la melhor através desse hino e que as crianças entendam que elas não são o futuro da Igreja, mas são o hoje; que devem ser protagonistas da própria história e que, quando Deus chama, Ele não escolhe idade”, afirmou.

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Alessandra recorda que essa presença dos mais jovens na missão encontra exemplos na própria Sagrada Escritura, como nas vocações de Samuel e Jeremias. Para ela, participar da IAM significa assumir desde cedo o compromisso de testemunhar Jesus Cristo nos diferentes ambientes da vida. “Fazer parte da Infância Missionária é fazer parte de uma Igreja em missão. É levar Cristo com a vida, com valores, ser o rosto de Cristo dentro da escola, da catequese e da família”, destacou.

Embora Alessandra não tenha participado da IAM quando criança, a Obra esteve presente na caminhada de sua família. Sua filha, Maria Clara, integrou a Infância Missionária durante aproximadamente três anos. Nesse período Alessandra acompanhou encontros e celebrações e já conhecia o trabalho desenvolvido pela IAM na paróquia, no decanato e na Diocese. Ela também chegou a colaborar na animação de encontros da Infância Missionária.

Uma história ligada à música e à Igreja

A escolha do hino dos 30 anos acrescenta mais um capítulo à trajetória musical de Alessandra. Ela conta que cresceu em uma família ligada à música: seus pais cantavam em corais nas celebrações e, ainda criança, ela era convidada a participar de coroações de Nossa Senhora e de outras celebrações especiais.

A composição começou a ganhar espaço em sua vida durante a adolescência, por volta dos 14 ou 15 anos. Alessandra recorda de maneira especial o incentivo da irmã Madalena Molling, já falecida, com quem realizou acompanhamento vocacional durante cinco anos e aprofundou seus conhecimentos sobre música litúrgica.

A partir dessa experiência, passou a participar de festivais no Decanato Centro e também em âmbito diocesano. Entre os trabalhos que recorda estão uma composição apresentada nas comemorações dos 25 anos do Seminário Diocesano, na qual conquistou o primeiro lugar; o primeiro hino da Missão Diocesana da Juventude (MDJ), em 2008; e uma das faixas do CD produzido no projeto das Santas Missões Populares.

Agora, a composição para os 30 anos da IAM passa a integrar essa caminhada.

Além da experiência como cantora e compositora, Alessandra buscou formação em canto coral, técnica vocal individual e também para o ministério de salmista. Segundo ela, a formação permanente está especialmente voltada à música e à Sagrada Liturgia. “Amo a música. Em casa todos somos músicos: meu esposo, minha filha também já nasceu cantando. E acredito que, se Deus permitir, eu possa cantar por muitos e muitos anos”, concluiu.

Clique aqui para saber mais sobre como foi o concurso

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