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Assembleia reúne cristãos leigos e leigas da Província Eclesiástica de Curitiba

Lideranças das dioceses que integram a Província Eclesiástica de Curitiba participaram neste domingo, 15 de agosto, da I Assembleia dos Cristãos Leigos e Leigas promovida pelo Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) da Província Eclesiástica de Curitiba. O encontro foi realizado na Faculdade Vicentina, em Curitiba.

A Assembleia teve como um de seus principais objetivos celebrar os dez anos do Documento 105 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade: Sal da Terra e Luz do Mundo. Os participantes refletiram sobre a vocação, a missão e o protagonismo dos cristãos leigos e leigas na Igreja e, de maneira especial, na sociedade.

Na foto: Professor Laudelino Augusto; Paulo Conte, Presidente do CNLB Regional Sul2; Luzia Favetta, Presidente do CNLB da Província Eclesiástica de Curitiba e vice- presidente do CNLB Regional Sul2; Pastor Nilton Giese, Coordenador do MOVEC – Movimento Ecumênico de Curitiba.

A programação contou com a assessoria do professor Laudelino Augusto dos Santos Azevedo, que integrou a equipe de redação do Documento 105 e foi presidente nacional do CNLB entre 2010 e 2013. Também assessorou a Assembleia o arcebispo de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, biblista que colaborou na elaboração do documento.

A presidente do CNLB da Província Eclesiástica de Curitiba, Luzia Aparecida Favetta, explicou que a formação conduzida por Laudelino teve como ponto central o estudo do Documento 105 e o chamado à transformação que a fé deve provocar na vida dos cristãos leigos e leigas, especialmente em sua atuação na sociedade.

“A reflexão mostrou a necessidade de os cristãos leigos e leigas viverem a fé em todos os espaços, inclusive na política, nos conselhos de direitos, na educação, na saúde e no esporte. É ser sal da terra na medida daquele que vive a fé pelo Evangelho de Cristo, tendo Cristo como centro de tudo; e ser luz para aqueles que precisam experienciar o Cristo ressuscitado, sendo apaixonados por Cristo na pessoa de cada irmão e irmã”, destacou Luzia.

Já Dom Peruzzo destacou em sua reflexão a dimensão missionária que nasce do Batismo e explicou a relação entre ser discípulo e ser apóstolo. Segundo o arcebispo, o “discípulo é chamado ao seguimento; o apóstolo é enviado à missão”.

A partir dessa compreensão, Dom Peruzzo chamou a atenção para a responsabilidade de cada batizado de testemunhar Jesus Cristo nos ambientes em que vive e atua, especialmente onde a mensagem do Evangelho ainda não está suficientemente presente. “Apostolado hoje é reconhecer-se enviado para levar Jesus Cristo onde Ele não está”, afirmou.

O arcebispo ressaltou ainda que essa missão acontece concretamente na vida cotidiana e não se limita aos espaços e atividades internas da comunidade eclesial. “Onde eu for, que eu leve as boas notícias da parte de Deus.”

Ao falar especificamente da vocação dos cristãos leigos e leigas, Dom Peruzzo reforçou que o apostolado encontra um vasto campo de atuação justamente nos diferentes ambientes da sociedade.

Segundo ele, o leigo e a leiga são enviados a levar a Boa-Nova de Deus “lá onde o Evangelho ainda não chegou, ou não está presente suficientemente”. Nessas realidades, explicou, a presença de um batizado pode tornar-se sinal concreto da missão da Igreja: “Um batizado, estando por perto, pode se sentir interpelado a ser ele um apóstolo.”

As reflexões propostas durante a I Assembleia retomaram um dos pontos centrais do Documento 105: a identidade dos cristãos leigos e leigas como verdadeiros sujeitos eclesiais, chamados a viver a fé e assumir sua missão tanto na comunidade cristã quanto nos diversos espaços da sociedade.

Por: Jorge Teles

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