
A Pastoral Familiar do Decanato Pinhão realizou, nos dias 07 e 08 de fevereiro, o seu 9º Encontro, na Casa de Líderes em Guarapuava, reunindo agentes das paróquias em um retiro de espiritualidade que marcou o início das atividades de 2026.
O coordenador da Pastoral Familiar no Decanato Pinhão, Wilson Aguiar, explicou o sentido do retiro: “É o nosso 9º Encontro da Pastoral Familiar do Decanato Pinhão. Este retiro de espiritualidade dá início às atividades de 2026. Estamos aqui buscando, no Espírito Santo, a força para todos os nossos agentes e temos o privilégio de contar com a presença do Alisson e da Solange, nosso casal coordenador”. O encontro foi assessorado pelo casal Alisson e Solange Schila, da Arquidiocese de Dourados (MS), coordenadores nacionais da Pastoral Familiar.

Neste 9º encontro a educação dos filhos na fé foi um dos temas que fizeram parte das reflexões. “A educação dos filhos na fé, a importância de sermos família por inteiro, o tempo todo. Então, a partir da própria casa, termos um porto seguro. Que o centro da nossa casa seja Jesus e que isso também transfira, além da nossa relação conjugal, para a relação com os nossos filhos e na vida deles, por onde eles forem”, afirmou Solange.
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Alisson também destacou a importância da vivência do casal na comunidade. “Ao recebermos e vivermos a graça matrimonial, que ela possa transbordar para as outras pessoas com as quais convivemos e, ao transbordar, também alimentar e trazer outras pessoas para a vida cotidiana de comunidade, não apenas da pastoral familiar, mas de toda a vivência que desperta essa necessidade e essa possibilidade de comunhão, que é a família de famílias. Nossas paróquias são famílias de famílias”, afirmou.

No domingo pela manhã, às 7h30, os participantes participaram da Santa Missa presidida pelo bispo diocesano Dom Amilton Manoel da Silva, momento que coroou espiritualmente o encontro e fortaleceu o envio dos agentes para a missão junto às famílias do decanato.
A Pastoral Familiar
Em entrevista ao jornalista Jorge Teles o casal Alisson e Solange Schila explicou que, em âmbito nacional, a Pastoral Familiar está ligada à Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, presidida por Dom Bruno Elizeu Versari, com assessoria do padre Rodolfo Chagas Pinho. Segundo Alisson, uma das linhas centrais do trabalho pastoral está no fortalecimento da fé vivida dentro do lar.
“Uma das grandes linhas de atuação da Pastoral Familiar, sob a presidência de Dom Bruno e em nosso trabalho conjunto com o padre Rodolfo, é o desejo de que toda a família traga para o seu seio, para a sua vivência cotidiana, a Palavra de Deus. Para isso, temos o subsídio Hora da Palavra, que leva para dentro de casa essa vivência, essa partilha, essa oração, essa meditação, a leitura orante da Palavra. Essa é uma das linhas que colocamos como mestras no trabalho pastoral, porque é a partir da Palavra que desempenhamos todas as outras demandas da ação pastoral familiar”, explicou.
Solange destacou que essa vivência espiritual precisa ser alimentada constantemente para que a família possa servir melhor. “Porque é nos abastecendo que conseguimos estar realmente repletos da ação do Espírito, mas através da presença de Jesus em nossas vidas e em nossas atitudes, conseguimos transbordar para nos colocar a serviço de outras famílias também”, afirmou.
O casal também explicou que a Pastoral Familiar atua de forma transversal, acompanhando a família em todas as etapas da vida. “A pastoral familiar tem a incumbência de abraçar os movimentos e serviços que se colocam em ação para cuidar das famílias. Dizemos que ela é transversal porque passa por todos os lugares. Ela vai desde o ventre materno até o ventre da terra e, em cada etapa, apresenta propostas para estar presente e atuante na vida das famílias”, explicaram.
Segundo Alisson, esse acompanhamento começa ainda antes do nascimento e se estende por toda a vida familiar. “Esse cuidado passa pela gestação, pela preparação para o Batismo, pela educação dos filhos na fé, pela relação com a catequese paroquial, pelo apoio no discernimento vocacional dos adolescentes e jovens, pela fase do namoro e pela preparação para o matrimônio, voltada de forma mais específica para a vocação matrimonial. É uma preparação consistente, que traz sempre essa visão de que a Palavra é o alimento e a espiritualidade da família”, ressaltou.
O trabalho da Pastoral Familiar, segundo o casal, não termina com a celebração do matrimônio. “Depois que casa, não acaba o compromisso com a pastoral familiar. Há o acompanhamento dos recém-casados, especialmente nos primeiros anos, que muitas vezes são os mais delicados, mas também o cuidado com o desenvolvimento do matrimônio e de toda a vivência familiar”, afirmou Alisson.
Ele destacou ainda que a pastoral também se faz presente nos chamados casos especiais. “Em algumas situações, chegamos a realidades que exigem um olhar e um acolhimento ainda mais atentos. Por isso, os âmbitos pré, pós e casos especiais não se dividem, mas se organizam para que a ação pastoral seja mais profunda e efetiva”, concluiu.





