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Dom Amilton celebra Missa em capela provisória reconstruída após tornado no Assentamento Nova Geração

No sábado, 24 de janeiro, o bispo diocesano Dom Amilton Manoel da Silva presidiu a Santa Missa no Assentamento Nova Geração, na Comunidade Nossa Senhora Aparecida, localizada na Serra do Cadeado, às margens da rodovia PR 170, em Guarapuava.

A celebração aconteceu na capela reconstruída de forma provisória depois de ter sido totalmente destruída pelo tornado que atingiu a região no dia 7 de novembro. O fenômeno deixou um rastro de destruição, danificando casas e propriedades e vitimando José Neri Geremias, de 53 anos.

Em publicação nas redes sociais, Dom Amilton descreveu a força simbólica daquele momento de fé vivido em meio às ruínas e à esperança. “Hoje celebrei a Santa Missa no Assentamento Nova Geração, na Comunidade Nossa Senhora Aparecida. Local que foi destruído pelo tornado (F4), no dia 07/11/2025. A capela foi ‘reconstruída’ provisoriamente, com materiais frágeis, mas com muito carinho e amor; em breve outra capela ocupará este espaço”, escreveu o bispo.

Para Dom Amilton, a reconstrução vai além do aspecto material. “Era preciso se encontrar, celebrar, comungar… Reconstruir às vezes é improvisar, confiantes de que algo melhor nos espera”, afirmou, destacando que, mesmo em meio às perdas, “as marcas de fé e esperança estão por toda parte, particularmente nos vários testemunhos que ouvi antes da Missa”.

O bispo recordou histórias que revelam a dimensão do sofrimento vivido pelas famílias atingidas, mas também a força da gratidão pela vida preservada. “Famílias que perderam tudo como a do senhor Odair que foi arremessado pelo forte vento, com a esposa e o filho, agradecem por estarem vivos e recebendo ajuda para reparar as perdas”, relatou. Ao mencionar a família de José Neri Geremias, Dom Amilton reconheceu a dor ainda presente: “Expressaram a dor que ainda não foi curada e a saudade daquele que não pode ficar”.

Ao final, o bispo sublinhou o sentido profundo da celebração eucarística naquele contexto de provação. “Vidas marcadas pela luta e regadas pelo sofrimento, que no altar do Sacrifício Eucarístico encontram consolo e força para continuarem seguindo em frente”, escreveu, reafirmando a confiança cristã: “Esperança que não decepciona e vai iluminando os passos e abrindo caminhos… reconstruindo sonhos, na certeza de que o amanhã pertence a Deus e às pessoas que não cruzam os braços”. E concluiu com um convite que ecoou forte entre os fiéis: “Sigamos sem medo, queridos irmãos e irmãs, Aquele que nos fortalece garante a vitória!”.

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