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Dom Amilton celebra nove anos de ordenação episcopal: “O maior desafio é ser presença”

Santa Missa no Santuário Diocesano Nossa Senhora de Belém marcou a data e foi ocasião para o bispo recordar a caminhada e agradecer àqueles que compartilham com ele a missão na Diocese de Guarapuava

O bispo da Diocese de Guarapuava, Dom Amilton Manoel da Silva, celebrou nesta quarta-feira, 19 de agosto, nove anos de ordenação episcopal. A data foi marcada pela Santa Missa presidida por ele, às 15h, no Santuário Diocesano Nossa Senhora de Belém, em Guarapuava. Concelebraram os padres Marinaldo Cheliga e Jonas da Silva.

Logo no início da celebração, Dom Amilton recordou o dia de sua ordenação episcopal, 19 de agosto de 2017, realizada em Osvaldo Cruz, no interior de São Paulo, sua cidade natal. Ao voltar àquele momento, nove anos depois, revelou uma lembrança bastante humana: “Nesse momento eu estava com o coração saindo pela boca, me preparando para a ordenação”.

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A celebração de 2017 reuniu bispos, cerca de 60 sacerdotes e aproximadamente três mil pessoas. Ao recordar aquele momento, Dom Amilton definiu a ordenação como uma experiência bonita, mas também como a aceitação de uma grande responsabilidade.

Ao refletir sobre a experiência adquirida nesses nove anos de episcopado Dom Amilton apontou um desafio que permanece atual: estar próximo dos sacerdotes e do povo, especialmente diante das grandes distâncias existentes dentro da Diocese de Guarapuava. “O maior desafio é ser presença junto aos padres e junto ao povo, em dioceses tão imensas, tão grandes. […] Nesses nove anos, a gente se pergunta: como ser mais presença? É um grande desafio.”

Para o bispo, essa proximidade pode acontecer de diferentes maneiras. Uma mensagem, uma ligação, uma pergunta ou a disponibilidade para ajudar são formas de diminuir distâncias e demonstrar solidariedade.

Ao mesmo tempo, Dom Amilton ressalta que o ministério episcopal precisa ser compreendido a partir da missão confiada por Deus. “Não estamos aqui para salvar o mundo. Salvador é Jesus Cristo. Estamos para transfigurar o mundo inspirados por Jesus.” Segundo ele, cabe a cada pessoa oferecer o melhor de si na missão recebida, procurando realizar bem o serviço que lhe foi confiado.

“Tenho amor a Jesus, à Igreja e ao povo”

Durante a celebração Dom Amilton também recordou os acontecimentos que antecederam sua nomeação episcopal. O chamado chegou em 2017 e representou uma mudança em uma caminhada vocacional inicialmente pensada para a vida religiosa e sacerdotal.

“É um chamado que vem depois”, explicou. Passionista, Dom Amilton recordou que entrou para a vida religiosa e desejava ser sacerdote, até ser surpreendido pelo chamado ao episcopado. “Não tem como dizer não quando o pedido é de Deus, quando a Igreja necessita desse ser bispo”, afirmou.

Uma conversa daquele período com o Núncio Apostólico permaneceu especialmente presente em sua memória. Ao manifestar que não se considerava alguém com grandes títulos acadêmicos para assumir a missão, foi questionado sobre aquilo que poderia oferecer à Igreja. “Eu disse: tenho amor a Jesus, à Igreja e ao povo”. A resposta do Núncio foi: “Então: faça isso e seja um bom pastor. É para isso que o Papa lhe chamou.”

Para Dom Amilton, não existe uma formação acadêmica capaz de ensinar alguém simplesmente a “ser bispo”. “O curso é a vida mesmo”, afirmou, destacando a oração, a escuta de Deus e a disposição para servir, decidir e motivar a Igreja como elementos fundamentais dessa caminhada.

Uma missão construída em comunhão

Ao celebrar os nove anos Dom Amilton também fez questão de reconhecer aqueles que caminham ao seu lado. Agradeceu aos sacerdotes, religiosos, lideranças e fiéis que participam da vida da Diocese. “Agradeço primeiramente aos padres, são os meus colaboradores. Trabalhamos juntos, caminhamos juntos. […] E todos vocês que apoiam, que rezam, estão caminhando nesta Igreja sinodal que é a Diocese de Guarapuava.”

“Continuem a rezar por mim. Rezo todos os dias por vocês e assim vamos construindo o Reino de Deus”, completou.

Dom Amilton também destacou a importância dos sacerdotes e das lideranças para que a presença da Igreja alcance as 48 paróquias e mais de mil comunidades da Diocese. Para ele, trata-se de uma verdadeira “hierarquia de serviço”, na qual cada pessoa assume uma responsabilidade na construção da vida eclesial.

Assim, nove anos depois da ordenação episcopal, a palavra presença aparece como uma síntese importante da compreensão que Dom Amilton apresenta de sua missão: estar próximo dos padres e do povo, servir, ouvir e caminhar junto. “Estou muito feliz. Continuem a rezar por mim, rezo todos os dias por vocês e assim vamos construindo o Reino de Deus”, concluiu.

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