
A agenda recente da Pastoral Carcerária da Diocese de Guarapuava tem sido marcada por encontros, formações e visitas missionárias nos diversos decanatos. Além da formação para novos agentes realizada no último sábado, na Paróquia Santos Anjos, em Guarapuava, a coordenação diocesana tem ampliado sua presença junto às comunidades, fortalecendo o trabalho de evangelização e assistência religiosa no cárcere.
No dia 28 de fevereiro, a equipe diocesana esteve no Decanato Pitanga, com uma tarde de formação voltada a agentes atuantes e novos integrantes da pastoral. O encontro teve como tema “Maria e as Marias no cárcere”, trazendo uma reflexão sobre a realidade das mulheres privadas de liberdade.

A espiritualidade foi conduzida pela secretária diocesana Elisabete Mogalski. “Aprofundamos o tema refletindo sobre a forma que Jesus Cristo resgatava as mulheres na história da Bíblia. Somos convidados a olhar com amor e compaixão para as mulheres privadas de liberdade, reconhecendo nelas a presença de Deus. Inspiradas em Maria, somos chamados a levar esperança, dignidade e acolhida, lembrando que toda vida pode ser restaurada pelo amor”, destacou a coordenadora diocesana, Daniele Schinemann, a Dani.
Durante a formação, a assessora jurídica da pastoral, Talita Leutner, apresentou orientações sobre normas, credenciamento de novos agentes e as leis que regulamentam a assistência religiosa no cárcere. O encontro contou ainda com a acolhida do pároco da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Pitanga, padre Paulo Souza, que ressaltou a importância da presença da Igreja junto às pessoas privadas de liberdade. A programação teve início às 14h e foi concluída às 17h, com um momento de confraternização preparado pela paróquia.
Já no dia 28 de março, a Pastoral Carcerária visitou o Decanato Pinhão, com atividades realizadas na Paróquia São João Batista, em Prudentópolis. Pela manhã, a equipe se reuniu com os párocos padre Itamar, padre Eliseu e o diácono Emerson, buscando apoio e apresentando o trabalho desenvolvido pela pastoral. Segundo Dani, esta foi a primeira formação realizada pela Pastoral Carcerária naquele decanato.

No período da tarde, aconteceu a formação com o tema “Fundamentação da Pastoral Carcerária, perfil do agente, perfil da pessoa presa e a missão no cárcere”, conduzida pela própria coordenadora. A espiritualidade foi conduzida pelo coordenador do decanato, Juliano, e a assessora jurídica voltou a abordar aspectos legais, como o direito à assistência religiosa, normas para visitas, vestimenta adequada e formas de comunicação no ambiente prisional.
“A formação foi em torno da Palavra. Esse trecho do Evangelho de Mateus 25,36 revela algo muito profundo: Jesus se identifica com os mais vulneráveis, especialmente com quem está em sofrimento, inclusive as pessoas privadas de liberdade. Visitar quem está preso não é apenas um gesto de solidariedade humana, mas um encontro com o próprio Cristo. É reconhecer a dignidade de cada pessoa, mesmo em situações de erro, dor ou exclusão”, concluiu Dani.
Com iniciativas como essas, a Pastoral Carcerária segue firme na missão de levar a presença da Igreja aos que mais necessitam, promovendo dignidade, esperança e o anúncio do Evangelho também dentro dos cárceres.





