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Diocese de Guarapuava se despede das Irmãs de São José de Chambéry após 34 anos de missão em Inácio Martins

A Diocese de Guarapuava viveu, neste domingo, 19 de abril, um momento marcado pela gratidão. Uma Missa em ação de graças, celebrada na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Inácio Martins, marcou o encerramento da presença das Irmãs de São José de Chambéry, que atuaram por 34 anos na comunidade. A celebração reuniu fiéis, lideranças, religiosas e membros das pastorais que, ao longo das décadas, caminharam junto às religiosas.

A missão das irmãs teve início em 1993 e deixou marcas profundas na vida da paróquia e também em outras frentes da Diocese, como em Guarapuava e Nova Laranjeiras. Com atuação discreta e constante, estiveram presentes na catequese, na Pastoral da Criança, na pastoral indígena, na formação de lideranças e no acompanhamento de doentes e idosos, sempre próximas do povo. “Nossa imensa gratidão às Irmãs por esses 34 anos que estiveram em Inácio Martins e também por todo o tempo que estiveram em nossa Diocese. Elas deixam profundas marcas de atuação, mas sobretudo pelo testemunho de uma presença inserida de forma discreta, atuante e gratuita junto ao povo”, destacou a coordenadora da Comissão da Vida Religiosa e do CRB Núcleo de Guarapuava, irmã Clotilde Bonfim.

Matéria em áudio

Fundada na França, no século XVII, a Congregação das Irmãs de São José de Chambéry tem como essência o carisma da comunhão e do serviço, expresso no compromisso de “unir” — com Deus e entre as pessoas, especialmente onde há divisões e necessidades. Esse espírito marcou a presença das religiosas em Inácio Martins, onde atuaram tanto na matriz quanto nas comunidades rurais, promovendo a vida comunitária e fortalecendo a fé do povo.

Ao longo dos anos, diferentes irmãs contribuíram com a missão. O primeiro grupo contou com a presença das irmãs Genoveva Chrusciel, Maria Donatila Krzjanovski, Celina Nester e Neuza Delazari, cada uma com serviços específicos nas áreas da saúde, educação, liturgia e organização pastoral. Mais recentemente, a comunidade era formada pelas irmãs Aparecida Andrade, Ivone Burgos Eiras e Neiva Frigotto, que deram continuidade ao trabalho pastoral, missionário e formativo.

Para a irmã Aparecida Andrade, que esteve em missão na Diocese desde 2023, a experiência foi marcada pela acolhida e pela fé do povo. “Encontramos pessoas simples, acolhedoras e de grande sensibilidade humana e espiritual. A fé se manifesta no cotidiano, na solidariedade e na perseverança diante dos desafios”, afirmou. Segundo ela, entre os frutos da caminhada está o fortalecimento das lideranças locais, que hoje assumem com responsabilidade a vida das comunidades.

De Aparecida (SP), onde participa da 62ª Assembleia Geral da CNBB até o próximo dia 24 de abril, o bispo diocesano, Dom Amilton Manoel da Silva, manifestou sua gratidão pela presença das irmãs. “Eu agradeço profundamente a presença das irmãs na comunidade, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Inácio Martins, há mais de três décadas. Quanto bem elas fizeram na linha formativa, na linha caritativa, no atendimento e na presença.”, destacou.

Dom Amilton também reconheceu o sentimento da comunidade diante da despedida, marcada pela compreensão e pela fé. “A comunidade se entristece pela saída delas, mas entende que é uma necessidade da província. Da nossa parte, fica uma eterna gratidão, na certeza de que o carisma continuará impregnado na paróquia, nas comunidades, como serviço a Deus e ao próximo. Este é um legado que elas deixam e que não se apagará”, afirmou.

A saída das religiosas acontece dentro de um processo de reorganização da congregação, diante da diminuição no número de irmãs. Mesmo assim, o momento é vivido com serenidade e senso de missão cumprida. “Foi uma caminhada fecunda, marcada pela acolhida do povo e pelo fortalecimento da vida comunitária”, ressaltou.

Embora a presença física das irmãs se encerre, o legado permanece vivo. O carisma da congregação segue sendo testemunhado por leigos e leigas que continuam atuando nas pastorais e na animação da vida cristã, mantendo acesa a chama da fé e do serviço que, por mais de três décadas, foi cultivada com dedicação em Inácio Martins.

Fotos: Pascom Inácio Martins

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