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Missão Natal da Esperança leva presença, escuta e fé a Rio Bonito do Iguaçu

Rio Bonito do Iguaçu viveu dias de fraternidade e escuta com a realização de uma missão organizada pelas Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s), leigos, religiosas e diversos organismos da Igreja, junto às famílias atingidas recentemente por um tornado. A iniciativa integrou a Missão Natal da Esperança, marcada pela proximidade, pela oração e pelo cuidado com o povo.

Inspiradas pela espiritualidade do presépio e guiadas pela Palavra de Deus, as Comunidades Eclesiais de Base assumiram o chamado missionário como resposta concreta ao convite do Senhor.

Segundo Leoni Alves Garcia, das CEBs do Regional Sul 2, a missão nasceu da escuta de Deus e da generosidade de quem se dispôs a ir ao encontro do povo. “As Comunidades Eclesiais de Base convidaram, Deus chamou e muitos e muitas responderam com generosidade. Como os Reis Magos, colocamo-nos em missão, guiados pela estrela da fé e da esperança”, destacou.

Iluminada pela Palavra de Romanos 5,5 — “A esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações” —, a missão ganhou rosto e voz no encontro entre missionários e a comunidade local. Mais de 45 missionários e missionárias, vindos das arquidioceses de Londrina, Maringá e Curitiba, e das dioceses de Palmas-Francisco Beltrão, Guarapuava, Umuarama e Jacarezinho, foram enviados de dois em dois, em atitude de proximidade e escuta.

De acordo com o relato de Leoni, os missionários não chegaram como quem leva soluções prontas, mas como quem se dispõe a caminhar com o povo, partilhando dores e aprendendo com a fé e a resistência das famílias atingidas. A acolhida ocorreu com o apoio de voluntários locais e de lideranças de Laranjeiras do Sul, município para onde muitas pessoas se deslocaram após a tragédia. “Foi uma experiência concreta de estar com quem sofre, partilhando a vida e fortalecendo a esperança”, afirmou.

Para Paulo Antonio Conte, da presidência do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) Regional Sul 2, a missão foi profundamente transformadora. “Servir para que o Jesus que mora em mim visite o Jesus que vive no coração dos irmãos de Rio Bonito foi uma experiência de muita fraternidade. A alegria da generosidade em nos receber e os testemunhos escutados considero o maior presente desta missão”, partilhou.

A centralidade da presença e da escuta também foi ressaltada pela irmã Victoria, da Congregação das Irmãs Oblatas de São José. Ela destacou que, mais do que as perdas materiais, muitas pessoas carregam marcas emocionais profundas. “Não sofrem apenas pelas coisas materiais, pois, com a solidariedade, as doações vão chegando. O que mais sentem é tristeza, medo e solidão. Não levamos coisas, mas um coração aberto e ouvidos atentos para a escuta”, afirmou. Segundo a religiosa, o contato direto transformou o ambiente das visitas: “Ver os rostos antes e depois foi gratificante. A lágrima das lembranças tristes, aos poucos, deu lugar a uma boa conversa e a um sorriso de esperança. A Igreja-família se fez presente num abraço de amor, confiança e comunhão em Cristo Jesus.”

A missão também contou com a participação da Infância e Adolescência Missionária (IAM). Para Nadir Barros Vieira, coordenadora do COMIDI da Arquidiocese de Maringá e assessora leiga da IAM, a experiência revelou um chamado maior do que o envio de doações.“Já estávamos nos organizando para enviar brinquedos, roupas, alimentos, recursos arrecadados e as cartinhas das crianças. Tudo seria enviado, mas não estaríamos presentes”, recordou. Segundo ela, a missão revelou que “Deus nunca deixa sua obra pela metade” e que era necessário ir ao encontro das pessoas. Assim, a IAM viveu plenamente seu carisma, testemunhando que oração, doação e solidariedade caminham juntas na realização da missão de Deus.

A Juventude Missionária também teve participação ativa e marcante, levando alegria, entusiasmo e disponibilidade às visitas, à escuta e à partilha, testemunhando o rosto jovem de uma Igreja viva, missionária e em saída.

Durante a missão, os missionários também receberam uma mensagem de encorajamento do Dom José Mário Scalon Angonese, arcebispo de Cascavel (PR) e bispo referencial das Comunidades Eclesiais de Base, enviada enquanto a equipe já se encontrava em Rio Bonito do Iguaçu. Em comunhão com Dom Amilton Manoel da Silva, bispo de Guarapuava, Dom José Mário recordou aos missionários o sentido mais profundo da presença da Igreja junto aos que sofrem: “Vocês são o olhar generoso e amoroso de Deus para aquelas pessoas que perderam muito. Dar coisas é fácil, basta tê-las, mas dar atenção, dar carinho, dar ouvido e dar ombro exige mais. É isso que vocês estão se propondo a fazer”. O arcebispo destacou ainda que os missionários representam uma porção viva da Igreja junto às famílias atingidas, lembrando que ali estão irmãos e irmãs, “sejam ou não Igreja, mas todos filhos de Deus”, e assegurou sua oração para que a missão fosse fecunda na escuta e no cuidado com aqueles que sofrem.

A organização da Missão Natal da Esperança expressa gratidão às paróquias de Rio Bonito do Iguaçu e de Laranjeiras do Sul pela acolhida generosa e fraterna. Um agradecimento especial é dirigido à Cáritas, cuja atuação comprometida foi decisiva para a realização da missão, tornando-se mãos e coração da Igreja do Regional Sul 2 junto à comunidade local. Também o Centro de Apoio do MST e os movimentos sociais foram parceiros importantes nesse caminho de solidariedade.

Como marca dessa experiência, permanece a certeza de que Deus continua caminhando com o seu povo. Em Rio Bonito do Iguaçu, Ele foi encontrado na força da reconstrução, no trabalho voluntário incansável, nos corações abertos ao recomeço e em uma fé firme que sustenta. A missão ocorreu no final de semana, dias 20 e 21 de dezembro.

“Voltamos fortalecidos, com o compromisso de seguir em oração e solidariedade, certos de que a missão se constrói com os pés de quem vai, as mãos de quem doa e os joelhos de quem reza — todos igualmente essenciais no Reino de Deus”, conclui Leoni.

Respostas de 2

  1. Agradeço muito a Deus, a Leoni, e sobretudo os que abrirão o seu coração ❤️ para está grande e linda missão, o desejo das pessoas partilhar o vívido, foi um encontro de corações que amam um só Deus, e que ainda na desgraça, sentir, experimentar o amor de Deus, e as pessoas ressaltando isso um encontro de corações ecumênicas. Para mim foi uma graça muito grande de Deus. Do menino Jesus que vem.

  2. Foi confortante ouvir testemunhos de gratidão a Deus pela vida diante da tragédia… e gratidão a solidariedade de irmãos e irmãs que foram em socorro

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