
Na sexta-feira, 15 de agosto, dia em que a Igreja celebrou a memória de São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas e acólitos, a Paróquia Santo Antônio, em Manoel Ribas, realizou a investidura de 29 novos acólitos e 2 cerimoniários.

A celebração foi presidida pelo pároco, padre Francisco Anchieta, e contou com a participação expressiva da comunidade paroquial. A igreja estava repleta de fiéis, familiares e amigos dos jovens que, a partir de agora, assumem o compromisso de servir ao altar, colaborando diretamente nas celebrações litúrgicas e auxiliando os sacerdotes.
O momento foi marcado pela alegria e pela fé, reforçando a importância do serviço prestado por esses jovens servidores do altar na vida da Igreja e na animação da liturgia.
São Tarcísio: o jovem que deu a vida para proteger a Eucaristia
Fonte: Vatican News
A história de São Tarcísio remonta ao século III, período em que os cristãos sofriam perseguições sob o imperador Valeriano. Tarcísio era um jovem acólito da Igreja de Roma, ligado às catacumbas de São Calisto, e se destacou por sua coragem e amor à Eucaristia.
Segundo a tradição, em certa ocasião ofereceu-se para levar o Pão Consagrado até os prisioneiros e enfermos cristãos. Acreditava que, por ser jovem, passaria despercebido e seria o guardião mais seguro da presença de Cristo.
No caminho, porém, Tarcísio foi abordado por rapazes pagãos, que perceberam que ele trazia algo escondido junto ao peito. Diante da resistência do jovem em entregar o que carregava, começaram a agredi-lo com chutes e pedras. Mesmo diante da violência, Tarcísio não permitiu que as Hóstias fossem profanadas. Gravemente ferido, foi socorrido por um oficial pretoriano que havia se convertido secretamente ao cristianismo e levado a um sacerdote. Em suas mãos, ainda se encontrava o pequeno estojo com a Eucaristia.
Após sua morte, em 257, o corpo de Tarcísio foi sepultado nas catacumbas de São Calisto. O Papa Dâmaso, ao registrar o martírio, destacou sua fidelidade ao Santíssimo Sacramento: o jovem preferiu entregar a própria vida a permitir que as “Partículas celestes do Corpo de Cristo” fossem profanadas.
Uma tradição oral ainda acrescenta que, sobre o corpo de Tarcísio, não foi encontrada a Hóstia consagrada. Para os cristãos da época, isso significava que a Eucaristia se havia unido ao corpo do mártir, tornando-se “carne de sua carne”.
Por sua coragem e testemunho, São Tarcísio é venerado como o protomártir da Eucaristia, exemplo luminoso de amor e fidelidade a Cristo sacramentado.
