Mantida pela Igreja do Paraná, na África, a Escola São Paulo VI inicia o 7º ano letivo (2026-2027) com 14 turmas, salas cheias e grande procura por vagas

A Escola São Paulo VI, localizada em Quebo, na Guiné-Bissau, iniciou, na segunda-feira, 5 de outubro, o ano letivo 2026-2027. Em seu sétimo ano de atividades, a instituiçãoacolhe 402 crianças, distribuídas em 14 turmas que vão desde o Jardim de Infância (níveis 1,2 e 3) até o 6º ano do ensino fundamental. No país da Guiné-Bissau, devido ao período de chuvas, que é muito intenso, o ano letivo inicia em outubro e vai até o mês de julho.
Segundo a missionária Salete Lang, que é a diretora da escola, o início das aulas foi precedido por um período intenso de preparação, que envolveu a realização das matrículas, a busca por novos alunos e a organização dos espaços escolares. Os trabalhos incluíram limpeza, pintura, aquisição de carteiras e cadeiras, além de melhorias na secretaria, na sala dos professores e nos banheiros.
“São salas bem cheias, e o espaço está ficando pequeno. Há muita disputa pelas vagas nesta escola”, relata Salete, ao destacar o crescimento da instituição desde o início de suas atividades, em 2020.
Formação e preparação dos professores
Outro aspecto importante da preparação para o novo ano letivo foi a formação dos professores. Na semana que antecedeu o início das aulas, os educadores participaram de encontros de orientação, aprendizagem e partilha de experiências, em vista dos desafios pedagógicos do novo período escolar.
A formação também considerou as mudanças promovidas pelo Ministério da Educação da Guiné-Bissau, que está introduzindo novos materiais, métodos de ensino e um novo currículo escolar.
“A formação dos professores foi um momento muito rico, de aprendizados e de partilhas. Foram vários dias de formação e orientação, uma vez que também o Ministério da Educação está produzindo um material novo, introduzindo novos métodos e um novo currículo escolar. Então, estamos aqui, aprendendo junto com as crianças”, disse Salete.

Merenda escolar: um grande diferencial
Além da educação, a alimentação das crianças é uma das preocupações da Escola São Paulo VI. A merenda escolar diária é um grande diferencial na escola e colabora para que a o aprendizado seja melhor assimilado pelas crianças. Para muitos dos alunos, a refeição oferecida na escola é a única de cada dia.
A fim de garantir essa merenda para os alunos, a Igreja no Paraná tem mobilizado benfeitores para ajudar financeiramente. A merenda escolar para cada aluno, por mês, custa em torno de R$65,00. Sendo assim, há um projeto em que o benfeitor se compromete a fazer a contribuição mensal, por dez meses, totalizando R$650,00.

Além disso, as crianças da Infância e Adolescência Missionária (IAM) do Paraná tem desenvolvido o projeto: “Coração Missionário, Mão Solidária”, que motiva as paróquias a colaborarem.
Salete agradeceu o empenho da IAM para garantir que não falte a merenda para os alunos. “Nosso muito obrigada a IAM do nosso Regional, que tanto está se empenhando para motivar as crianças a motivarem os adultos para que haja esta participação conosco para providenciar a merenda escolar, que é um grande feito aqui desta escola”, afirmou.

Ajudar financeiramente a Missão é uma das formas de ser missionário. Nem todos podem ir até a Guiné-Bissau, mas todos podem rezar e ajudar na manutenção da missão. Na Igreja, tanto quem vai, quanto quem reza e contribui é missionário. Todas as formas são nobres e dignas, pois são expressão da vocação, do amor a Deus e aos irmãos mais necessitados.
A Escola São Paulo VI iniciou suas atividades em 2020, com 90 alunos distribuídos em três turmas de jardim de infância. Desde o início, o projeto prevê a ampliação gradativa, com a abertura de uma nova turma a cada ano, possibilitando que os estudantes avancem até o ensino técnico. Durante a Assembleia dos Bispos do Paraná, realizada em Guarapuava, de 23 a 25 de setembro, o episcopado discerniu e decidiu pela ampliação da escola, com a construção de novas salas de aula, para que, no próximo ano letivo, ela possa oferecer ensino até o 9º ano do fundamental.
Karina de Carvalho Nadal – Jornalista da CNBB Sul 2




