
No coração da fé do povo brasileiro, aos pés de Nossa Senhora Aparecida, a Diocese de Guarapuava viveu mais um momento marcante de sua história. Como parte das celebrações do Jubileu de Diamante, estima-se que mais de 2.700 romeiros tenham participado da maior romaria diocesana já realizada ao Santuário Nacional de Aparecida.
Foram mais de 60 veículos entre ônibus, vans e automóveis, que percorreram centenas de quilômetros levando homens, mulheres, crianças, jovens, idosos, religiosos, religiosas, seminaristas, diáconos, padres e famílias inteiras. Alguns iniciaram a peregrinação ainda na quinta-feira (25), enquanto a maior parte partiu na sexta-feira (26), movida pelo mesmo propósito: gratidão pelos 60 anos de caminhada da Diocese de Guarapuava.
Ao final da tarde de sábado, 27 de junho, a Basílica Nacional tornou-se, por alguns instantes, uma verdadeira extensão da Diocese de Guarapuava. Presidida pelo bispo diocesano Dom Amilton Manoel da Silva e transmitida pela TV Aparecida e Rádio Cultura FM 94,3 para toda a diocese, a Santa Missa das 18 horas foi o ponto alto da peregrinação, reunindo a história, a memória e a esperança sob o lema dos 60 anos: “Missão, Testemunho e Gratidão”.

Durante a homilia, Dom Amilton recordou aqueles que, ao longo das últimas seis décadas, escreveram a história da Diocese com generosidade e coragem missionária. “Nesses 60 anos, lembramos homens e mulheres, missionários e missionárias ardorosos, profetas destemidos, semeadores incansáveis, que não temeram fundar novas paróquias e comunidades, iniciar pastorais e movimentos segundo as necessidades do seu tempo”, afirmou.
O bispo destacou que esse mesmo espírito missionário permanece vivo na Diocese de Guarapuava, hoje presente em mais de 70 pastorais, movimentos, organismos e entidades, que anunciam o Evangelho através da evangelização, da promoção humana, da solidariedade e do cuidado com a Casa Comum.
Ao refletir sobre o significado do jubileu, Dom Amilton lembrou que celebrar é também renovar a própria vocação cristã. “Cada jubileu representa um tempo especial de graça, perdão, reconciliação e renovação espiritual. Somos convidados a fazer um mergulho profundo na experiência da misericórdia divina, avaliando nosso compromisso com Deus e com os irmãos.”
Em outro momento da homilia, Dom Amilton destacou o significado especial de celebrar o Jubileu de Diamante justamente no Santuário Nacional de Aparecida. O bispo recordou a profunda comunhão da Diocese de Guarapuava com a Igreja do Brasil e chamou a atenção para um fato carregado de simbolismo: a imagem de Nossa Senhora de Belém, padroeira diocesana, foi esculpida em Portugal no ano de 1717, o mesmo em que a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada nas águas do Rio Paraíba do Sul. “Esta não é uma coincidência, é uma providência”, afirmou Dom Amilton, ressaltando que esse elo histórico fortalece ainda mais os laços espirituais entre a Diocese de Guarapuava e o Santuário Nacional, tornando a celebração jubilar um momento ainda mais significativo para todo o povo diocesano.

O bispo também convidou os fiéis a olhar para o futuro com esperança. “Hoje abrimos outros 60 anos. Continuemos a escrever as páginas da história que Deus nos oferece com a tinta da entrega e a caneta da compaixão, deixando-nos conduzir pelo Espírito Santo segundo a vontade do Senhor.”
Encerrada a celebração, com a imagem de Nossa Senhora de Belém à frente, aconteceu a procissão luminosa pela Arcada Oeste da Basílica. Com velas acesas nas mãos os peregrinos seguiram até a Tribuna Papa Bento XVI, junto ao Átrio dos Apóstolos, onde foi rezado o Santo Terço.
A luz das velas iluminou a noite formando um cenário de profunda beleza e espiritualidade. Cada chama parecia representar uma história de fé, uma família, uma comunidade, um sacerdote, um religioso ou religiosa, um leigo que ajudou a construir a trajetória da Diocese de Guarapuava ao longo destes 60 anos.
A maior romaria já organizada pela Diocese de Guarapuava ao Santuário Nacional permanecerá gravada na memória dos peregrinos como um marco do Jubileu de Diamante: um encontro entre a Igreja de Guarapuava e a Mãe Aparecida.
Fotos: Newton Fernandes





