
Mais famílias que tiveram suas casas destruídas pelo tornado que devastou o município de Rio Bonito do Iguaçu, no dia 7 de novembro do ano passado, receberam na última quarta-feira, 4 de março, novas moradias. Com essas entregas, já são quatro casas reconstruídas para famílias que perderam tudo durante a maior catástrofe meteorológica já registrada no município, localizado no Decanato Laranjeiras, na Diocese de Guarapuava.
As casas entregues são pré-fabricadas, com 48 metros quadrados, construídas graças às doações e ao empenho de uma rede de solidariedade que se formou logo após a tragédia. Desde os primeiros dias após o desastre, a Igreja Católica tem mantido presença constante no apoio às famílias atingidas. Atualmente, o município conta com um escritório da Cáritas Diocesana, que acompanha de perto as necessidades da população. O trabalho de assistência é desenvolvido em parceria com a Paróquia e Santuário Santo Antônio, que segue mobilizando ajuda para as famílias.

A primeira casa construída foi destinada à família de dona Élia Ferreira da Fonseca, seguida da entrega da moradia para dona Maria José Nascimento de Jesus. Agora, receberam suas casas as irmãs Idazilma e Maria Idalina do Nascimento, além da família da senhora Ivonete Trento.
Apesar dos avanços, ainda há muitas famílias que aguardam por uma nova moradia. Neste ano, em que a Campanha da Fraternidade traz como tema “Fraternidade e Moradia”, a Diocese de Guarapuava convida toda a comunidade a se unir para ajudar na reconstrução das casas e na recuperação da dignidade das famílias atingidas.

Além da construção das moradias, há também a necessidade de garantir móveis, eletrodomésticos e itens básicos, para que as famílias possam retomar suas vidas com dignidade. Como gesto concreto da Campanha da Fraternidade, a diocese incentiva a mobilização de comunidades, grupos e pessoas de boa vontade para assumirem a construção de uma casa ou contribuírem com materiais de construção.
As paróquias da diocese também são incentivadas a participar da iniciativa. Caso não seja possível assumir a obra sozinhas, a proposta é que se unam a outras paróquias para tornar possível a construção de novas moradias. Da mesma forma, famílias, grupos de amigos, colegas de trabalho e empresas podem se organizar para colaborar, assumindo a construção total ou parcial de uma casa.

Outra forma importante de apoio é a doação de mão de obra, especialmente por parte de profissionais e empresas da área da construção civil ou de grupos que possam trabalhar em forma de mutirão. Os interessados em ajudar podem procurar a paróquia mais próxima e conversar com o pároco para receber orientações sobre como contribuir.
A iniciativa reforça o espírito de solidariedade e fraternidade que mobiliza a Igreja e a sociedade diante da dor das famílias atingidas, mostrando que, com união e generosidade, é possível reconstruir não apenas casas, mas também a esperança.





