
Na Igreja católica o tempo do Natal não se limita à celebração do dia 25 de dezembro. Em sintonia com toda a Igreja, a diocese vive a Oitava de Natal, período de oito dias em que a liturgia prolonga a alegria do nascimento de Jesus Cristo e convida os fiéis a aprofundarem o mistério da Encarnação.
Durante a Oitava, cada dia mantém o caráter festivo do Natal, recordando que Deus se fez homem e veio habitar no meio do seu povo. A liturgia apresenta testemunhos importantes da fé cristã, culminando na Solenidade de Maria, Mãe de Deus, no dia 1º de janeiro, quando também se celebra o Dia Mundial da Paz.
Para os fiéis viver bem este tempo significa não deixar o Natal passar rapidamente, mas permitir que ele permaneça no coração e se traduza em atitudes concretas. A participação na Santa Missa, a oração em família, o cuidado com os mais frágeis e os gestos de reconciliação ajudam a prolongar, no dia a dia, a luz que brilhou em Belém.
Assim, a Oitava de Natal recorda que o Menino Jesus continua a nascer quando a fé se transforma em caridade, esperança e compromisso cristão, fortalecendo a caminhada da Igreja na missão de anunciar o Evangelho.
Santos e testemunhos que iluminam a Oitava
Ao longo da Oitava, a liturgia apresenta figuras marcantes da fé cristã. São lembrados o primeiro mártir, o apóstolo do amor, as crianças inocentes e, por fim, Maria, Mãe de Deus. Essas celebrações ajudam os fiéis a perceber que o nascimento de Jesus não está desligado da cruz, do testemunho cristão e do compromisso com a vida. Desde o início, a luz do Natal convive com os desafios do seguimento de Cristo.
No dia 26 celebramos Santo Estêvão, primeiro mártir e testemunha do Cristo vivo em meio às perseguições; no dia 27, São João Evangelista, aquele que esteve aos pés da cruz e nos ensinou a amar com profundidade; no dia 28, os Santos Inocentes, crianças vítimas da violência de Herodes, que nos lembram o preço do seguimento de Cristo e o valor de toda vida humana.





