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Semana Santa é convite a viver o mistério central da fé cristã, destaca Dom Amilton

Com a proximidade da Semana Santa, a Igreja convida os fiéis a mergulharem no tempo mais importante do ano litúrgico. Em entrevista, o bispo da Diocese de Guarapuava, Dom Amilton Manoel da Silva, destaca que este período é o coração da fé cristã, pois conduz ao mistério central da Páscoa: a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Segundo o bispo, embora se fale da Semana Santa como um todo, é a Páscoa que ocupa o centro da vida da Igreja. “Desde as origens, esta é a grande solenidade da fé cristã. Como recorda o apóstolo São Paulo, se Cristo não ressuscitou, vã é a nossa fé. Mas Ele ressuscitou, e é essa vitória sobre a morte e o pecado que celebramos”, afirma.

Ouça a entrevista

Dom Amilton explica que todo o caminho quaresmal conduz a esse momento, tendo no Tríduo Pascal — celebrado entre a Quinta-feira Santa e a Vigília Pascal — o ponto mais alto. Além das celebrações litúrgicas, ele também ressalta a importância das expressões da piedade popular, como procissões, meditações e encenações, que ajudam os fiéis a entrar no mistério celebrado. “São sinais que auxiliam o povo de Deus a rezar, mas é fundamental não perder o foco principal: a Páscoa do Senhor”, pontua.

O bispo também chama atenção para o significado do Domingo de Ramos, que abre a Semana Santa com a recordação da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. “Vivemos um momento de alegria, mas já somos conduzidos à contemplação da Paixão. Esse contraste nos ajuda a compreender a profundidade do amor de Cristo”, explica. Para ele, é justamente o amor que ilumina todo o mistério da cruz. “Cristo amou até o fim. A cruz não é a vitória da dor, mas a vitória do amor que salva.”

Ao longo da semana, especialmente entre a segunda e a quarta-feira, a Igreja propõe um caminho de preparação mais intensa, marcado pelo silêncio, pela oração e pela contemplação. “É um tempo de interiorização, que prepara o coração para viver o Tríduo Pascal com profundidade”, orienta.

Entre as celebrações próprias deste período, Dom Amilton destaca a Missa do Crisma, também conhecida como Missa dos Santos Óleos, na qual o bispo consagra o óleo do Crisma e abençoa o óleo do Batismo e da Unção dos Enfermos, e os padres renovam suas promessas sacerdotais. “É uma celebração de unidade, que manifesta a comunhão da Igreja, especialmente entre o bispo e o presbitério”, explica.

Já na Quinta-feira Santa, a Igreja recorda a instituição da Eucaristia, do sacerdócio e do mandamento do amor. Um dos aspectos mais simbólicos, segundo o bispo, é o fato de a celebração não ter uma conclusão como as demais missas. “Ela se prolonga na Sexta-feira Santa e culmina na Vigília Pascal. É como uma única grande celebração, que nos convida a permanecer com Cristo em todo o seu caminho”, afirma.

Na Sexta-feira Santa, a Igreja não celebra a Missa, vivendo um dia de silêncio, jejum e contemplação da Paixão do Senhor. “É um dia de profundo recolhimento. A Igreja se coloca em atitude de luto, mas também de gratidão por esse amor que se entrega na cruz”, destaca. Para Dom Amilton, a cruz de Cristo continua presente nas dores do mundo atual, mas deve ser compreendida à luz da esperança. “A última palavra não é a morte, mas a vida. Na cruz, o amor vence.”

O Sábado Santo é marcado pelo silêncio e pela espera, preparando os fiéis para a Vigília Pascal, considerada a celebração mais importante de todo o ano litúrgico. “É a passagem das trevas para a luz. Celebramos Cristo ressuscitado, que vence o mal e nos dá a vida nova”, ressalta o bispo.

A alegria da Ressurreição se estende ainda por oito dias, no chamado tempo da Oitava da Páscoa. “É como se a Igreja celebrasse um único grande dia durante toda a semana, proclamando a vitória de Cristo”, explica. Esse tempo se prolonga no Tempo Pascal, que conduz até a solenidade de Pentecostes.

Por fim, Dom Amilton convida os fiéis a viverem intensamente esse período, seja participando das celebrações nas comunidades ou acompanhando pelos meios de comunicação. “O importante é abrir o coração, viver com fé e permitir que a Páscoa transforme a vida. Somos chamados a viver como ressuscitados, testemunhando a esperança e o amor no dia a dia”, conclui.

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